
When the Night Falls
[ CAPA DA MINHA HISTÓRIA ]
Decidi escrever e escrever espontâneamente para ver se sai alguma coisa que se preste [hehe], bem vamos lá, a história que se segue é de total autoria minha. Mais tarde haverá uma seção aqui ao lado com os capítulo já postados, okey? Boa leitura.
WHEN THE NIGHT FALLS
I. CRIME E PUNIÇÃO
“Como era possível todos pagarem pela loucura de uma só pessoa” Pensou Anthony enquanto olhava para Toddy Craft.
Fazia duas horas em que as aulas do colégio Mackyson haviam terminado… Para as outras turmas, por que para o primeiro ano não seria possível sair ao menos que o responsável pelo roubo das calças do diretor fosse encontrado ou se todos terminassem de escrever a redação de mil palavras.
- Senhor Hawk posso ir ao banheiro? – perguntou Lizie Mine que estava sentada na frente
O diretor Hawk se aproximou dela e lhe olhou furiosamente.
- Foi a senhorita que roubou minhas calças? – ele perguntou
Lizie abaixou a cabeça.
- Não senhor – respondeu
- Então você não poderá sair – declarou ele se retirando de perto dela
Novamente as vozes se calaram e apenas se ouvia o tic tac do relógio e o som de lápis escrevendo. E assim se passaram três horas.
“Quem se importa tanto com uma calça?” Pensou Anthony enquanto escrevia a milésima palavra da redação.
- Senhor Hawk… Terminei – falou ele levantando-se
Hawk se aproximou e olhou de cima a baixo e em seguida apanhou a redação.
- O senhor está liberado…
Anthony já havia pegado suas coisas e estava na porta quando ouviu a voz estridente do diretor lhe chamando.
- Anthony… Não foi você que roubou minhas calças, foi? – foi o que ele disse
Anthony sorriu.
- Não senhor, sinto muito – respondeu.
O diretor Hawk assentiu colocando a redação em cima da mesa enquanto Anthony fechava a porta. O silêncio nos corredores penetrou nos ouvidos de Anthony fazendo-o querer sair dali o mais rápido possível. Ele apressou os passos e quando finalmente chegou à porta de saída suspirou fundo e finalmente inalou o ar noturno de Furlen.
A noite estava fria e silenciosa, pelo que parecia não havia ninguém por ali.
“É claro, quem ficaria aqui fora enquanto podia está na frente de uma aconchegante lareira?” Pensou Anthony enquanto olhava novamente as ruas vazias da rua do colégio. Ele começou a caminhar em direção a sua casa, que não ficava muito longe dali.
- Três quadras à baixo – ele leu na placa que indicava algumas ruas.
Ele recomeçou a andar. As ruas de Furlen não se pareciam com as de outras cidades, elas tinham um jeito pitoresco e ele só percebeu isso quando uma fina camada de névoa começou a se erguer de não se sabe onde.
Não ligando muito para a névoa ele continuou caminhando até chegar à esquina da Rua Madson onde poucos postes estavam acessos. A escuridão daquela rua se misturava com a névoa de uma maneira sombria e juntamente com o frio descomunal que fazia agora faria qualquer um sair correndo.
“Mas eu não sou qualquer um” Os pensamentos de Anthony vagavam entre o dia no colégio, onde fora desafiado a brigar com Toddy Craft e quando vira o mesmo surrupiando as calças do diretor do armário dele. E ainda com a briga fresca na memória fincou os pés firmes no chão pedregoso e recomeçou a andar. Toda a rua se seguia da seguinte forma: havia dois postes de cada lado acessos e os dois seguintes desligados e assim sucessivamente.
Ele passou pelos dois primeiros postes acessos e engolindo seco passou pelos outros dois apagados. Mas quando ele estava no meio do caminho, todos os postes apagaram deixando-o na escuridão total.
“Blackout” Pensou Anthony sem enxergar nada.
Ele olhava para todos os cantos rezando para que visse pelo menos uma lâmpada acessa, mas não ele não viu nada, mas ouviu. Alguém começou a assobiar, era um assobio agudo.
“É o vento” Pensou, mas esse pensamento se dissipou quando o assobio começou a ficar mais agudo.
- Quem está aí? – perguntou ele
Ninguém respondeu.
Novamente ele sentiu a névoa subindo. Decidiu correr, mas não sabia para onde ir, decidiu ficar ali, esperar pela volta das luzes. Olhou para os lados, nada, nenhum sinal de luz por perto, olhou para o céu, estava muito escuro e não havia nenhuma estrela, com certeza iria chover. Ele começou a ofegar, o ar começou a ficar rarefeito e uma angustia começou a tomar conta dele, sentiu-se como se seu cérebro fosse explodir.
- Estamos aqui… Julian – sussurrou uma voz no seu ouvido
Anthony não teve tempo de se virar, de se defender, apenas sentiu quatro mãos envolvendo a sua cintura e começando a lhe empurrar. Um vento frio passava velozmente pelos cabelos rebeldes dele, ele quase não conseguia ver nada, sua cabeça doía e não conseguia respirar, mas quando finalmente conseguiu ver algo viu uma luzinha muito longe, mas já era tarde ele já estava desmaiando.